foto autoestima menina tatuada

Qual rótulo te limita?

Ao longo da vida ganhamos muitos rótulos que prejudicam nosso desenvolvimento e causam baixa autoestima. O filme “Meu filho meu mundo” (Son-Rise: A Miracle of Love/1979) é um daqueles filmes indispensáveis. Conta a história de um garotinho que é diagnosticado com autismo severo, e a luta de seus pais para livrarem o filho desse rótulo.

Os pais simplesmente não aceitam rotular seu filho e partem para a ação. Quem disse que não há cura? Alguém já tentou algo diferente? Eles então com todo o seu amor e aceitação criam um programa para o filho.

Esse programa se tornou o programa Son-Rise, que funciona em vários países. O mais bacana é aceitação incondicional dos pais pelo seu pequeno Raun. O que eles fizeram foi apenas estar com o filho e aceitá-lo da forma como ele era. Amando-o e respeitando-o, deixando que ele ficasse em seu mundo, até o momento em que quisesse vir ao mundo deles. Os pais já tinham passado por intensas modificações antes de Raun. Eles decidiriam que viveriam com amor, e simplesmente isso. Isso foi o suficiente para amar o filho de maneira que ele ressurgisse de algo que ninguém acreditava que havia cura.

Esse é o problema dos rótulos. Você diz a uma pessoa que ela é aquilo e desiste dela. Muitas vezes a própria pessoa desiste dela mesma. Os pais, ao lidarem com os filhos, acabam colocando alguns rótulos que os filhos assumem e levam para a vida: “Esse menino é muito levado…” ou, “Esse não tem jeito, não consegue aprender nada…”. Os filhos, que muitas vezes estão tentando uma maneira de se comunicar com os pais, acabam assumindo esses rótulos que lhe são colocados e agindo como os outros querem (ou esperam) que eles ajam.

Rótulos são rótulos mesmo que pareçam positivos! Dizer a uma criança o quanto ela é inteligente por exemplo, pode gerar um adulto que sempre irá se cobrar a perfeição para atender ao rótulo que lhe foi designado. Para incentivarmos as crianças não são necessários rótulos, mas amor, carinho e valorização de cada atitude e conquista.

Não podemos aceitar os rótulos que nos são impostos. Não há um diagnóstico no mundo que faça com que deixemos de ser a pessoa única e singular que somos, com todo nosso potencial para crescer e vencer. Basta amar ao outro como ele é, sem querer que ele seja como nós queremos! Parece simples, mas ao mesmo tempo, sabemos que não é tarefa fácil.

Podemos receber alguns rótulos ao longo da vida, mas cabe a nós aceitá-los ou não. Nenhum rótulo diz quem somos. A escolha é nossa. Devemos lembrar que não SOMOS alguma coisa estática, mas sim, ESTAMOS dessa ou daquela maneira, pois o tempo passa e mudamos a todo instante. Não somos hoje quem éramos ontem. Estamos em movimento com o universo…Somos todos seres humanos em busca de viver o nosso melhor!

Assista ao filme aqui:

Para saber mais sobre o programa Son-Rise visiste o site http://www.inspiradospeloautismo.com.br/.

Nele você encontra vídeos de depoimentos de Raun e de seus pais. É realmente inspirador!

About The Author

Maria Cristina Gomes

Maria Cristina Gomes é Psicóloga com especialização em Psicoterapia de Casal e Família. Possui curso de formação em Psicoterapia Breve Sistêmica e Certificação em Psicologia Positiva em andamento. Experiência profissional em: oficinas em saúde mental; oficinas em dinâmica de grupo e atendimento psicossocial com mulheres vítimas de violência doméstica. Atualmente atende em consultório particular em Belo Horizonte/MG realizando psicoterapia com famílias, casais e individual.