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Por que repetimos os mesmos padrões nos relacionamentos?

 

Aprendemos nossos sistemas
de crenças ainda pequenos,
e depois vamos pela vida, criando
experiências que combinem com essas crenças” 

 

Todos nós temos a tendência de repetir padrões de comportamentos em nossos relacionamentos, e estes se intensificam principalmente nos relacionamentos afetivos. Por mais amor que tenhamos recebido ou não, durante a infância, inconscientemente estamos sempre buscando preencher e encontrar o que não recebemos de nossos pais. Isso ocorre porque nosso inconsciente tende a recriar aquilo que vivenciou e conhece.

A intenção não é culpar nossos pais, mas sim buscar as origens das nossas sequelas. Com certeza eles nos deram o que tiveram, ou até se superaram para não repetirem o que receberam, mas como podemos perceber, os padrões se repetem.

Se você tem filhos, provavelmente já falou a si mesmo que não repetiria certas atitudes dos seus pais, mas de repente se viu fazendo exatamente igual. E isso acontece com muito mais frequência do que gostaríamos.

Inconscientemente, todos tendemos a reproduzir a situação já conhecida da infância na escolha de um parceiro. Muitas vezes, a escolha será de acordo com aspectos semelhantes aos do pai e/ou da mãe.

Sim, você pode achar um absurdo fazer uma escolha como essa, mas acontece. Procure pensar em algumas características de seu pai e/ou sua mãe e compare-as com as do seu parceiro. Algo em comum? Pense com calma, faça uma reflexão profunda. Você poderá descobrir muitas coisas sobre seu relacionamento. Ou sobre sua última relação afetiva.

Geralmente, descobrimos em comum as queixas que tínhamos de nossos pais. Pode ser que ao conhecer seu atual parceiro não tenha percebido, mas com o passar dos anos… pode ficar muito claro.

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Muitas pessoas sequer têm consciência do sofrimento do passado e muito menos do quanto isso pode estar afetando sua vida atual. E afeta muito, pois quando crianças não tínhamos como entender o que estava faltando ou nem mesmo entender que estava faltando algo.

Muitos adultos continuam não percebendo as necessidades que trouxeram da infância. Você pode até se lembrar de ter vivido uma infância feliz, e pode ser que tenha sido assim mesmo, mas também pode ser que aquilo que o feriu profundamente tenha ficado muito bem escondido em alguma parte de seu ser, e de alguma forma se faz presente neste momento.

Mesmo que você tenha dificuldades em aceitar que seu passado possa interferir em sua vida, isso não é o suficiente para não afetá-lo.

Para identificar como o passado ainda interfere em sua vida pense em um problema que esteja vivendo no momento. Para isso, procure não usar a razão. Evite também pensar que seu problema atual seja por culpa de alguém; isente ainda a raiva, a ansiedade, suas frustrações, isso seria a justificativa racional para tal problema.

Considerando tudo isso, pense novamente num problema atual, sem racionalizações, sem defesas, sem justificativas. Qual é a resposta? Vamos supor que sua resposta tenha sido que o problema atual seja:  não ser amado. Agora olhe para trás e procure lembrar de sua situação com seus pais. O que lhe deram, como você se sentiu realmente em relação a sua infância? Talvez você perceba que a mesma mágoa ou dificuldade do passado seja a mesma do momento atual.

Considerando como problema atual “não ser amado”, é possível encontrar no passado exatamente a mesma necessidade: não ter sido amado, ou ao menos, não amado como gostaria. Eureka! E agora? Você pode perceber que sua necessidade inconsciente de recriar sua mágoa da infância não se faz necessária conscientemente. Logo, ao tornar consciente o que até o momento estava totalmente inconsciente, você pode parar de recriar situações da infância, que em geral, são em busca de amor, atenção, reconhecimento.

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E o que tudo isso tem a ver com a escolha dos parceiros? Tudo! Se você conseguir identificar o que está buscando, como o amor, por exemplo, não irá mais buscar de uma maneira impulsiva e até inconsequente. Existe uma grande diferença entre saber do que precisamos e tornar-nos responsáveis por suprir nossas necessidades emocionais e fazer isso de forma cega, no escuro, de maneira inconsciente.

Quando o conflito da criança é percebido conscientemente não haverá mais a necessidade de recriar situações semelhantes. A repetição de padrão acontece com o seguinte intuito: ao recriar a situação já conhecida e não resolvida da infância, você pode agora resolvê-la. Porém, só podemos resolver essa situação quando a enxergamos, quando conseguimos torná-la consciente. Para isso é importante muita reflexão, observação, principalmente dos seus sentimentos, ou seja, é preciso autoconhecimento.

Quais são seus sentimentos ultimamente? Responder essa pergunta pode ser um bom começo. O que você espera de seu parceiro que não tem recebido? Será que não é exatamente aquilo que não recebeu de seus pais?

Você concorda que o que seus pais não lhe deram é muito difícil alguém lhe dar? Sabe por quê? Simplesmente porque não são seus pais. Essa é uma diferença importantíssima e que deve ser considerada, pois dessa forma você poderá sim desejar amar e ser amado, mas não irá esperar que esse amor compense aquilo que não recebeu.

Compreenda e liberte aqueles que não lhe deram o que você esperava, pois dessa forma estará libertando a si mesmo!

 

About The Author

Rosemeire Zago

Rosemeire Zago - CRP 06/36.933-0 - é Psicóloga clínica, Analista Junguiana, com especialização em Psicossomática e Hipnoterapeuta. Experiência no processo de reencontrar e acolher a criança que foi vítima de Abuso físico, psicológico e/ou sexual, Complexo de Inferioridade, Rejeição, Abandono, Negligência física e afetiva. Para saber mais acesse: rosemeirezago.com.br ou envie um e-mail para: r.zago@uol.com.br