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Inveja: a vergonha do sentir

De acordo com o catolicismo, a inveja faz parte de um dos sete pecados capitais, assim designados, no início do século IV por São Gregório Magno, por originarem outros pecados se não forem corrigidos no devido tempo.

Segundo a Igreja, a inveja é considerada pecado porque uma pessoa invejosa não consegue reter suas próprias bênçãos, desejando o status de outra pessoa, em vez de priorizar o seu próprio crescimento espiritual.

Derivada da soberba, a inveja se delicia com a desgraça que sucede ao outro e também na dor e pesar de ver o outro em plena boa sorte, assim, se mostra em dois ângulos: alegria e bem estar como recompensa perante a desgraça do outro, e tristeza e amargor diante da felicidade e prosperidade alheia. Do pecado capital da inveja, nascem a calúnia, a maledicência, a rivalidade, a raiva, a discórdia, a delação, o ódio, o ciúme e até mesmo a morte.

A inveja faz parte da natureza humana, assim como o ego e a mente negativa que temos que vencer o tempo todo, pois nada adianta ter e fazer se você não tem uma mentalidade positiva. É muito fácil admitir que está com uma mentalidade negativa, mas admitir que sente inveja de algo ou alguém é como condenar-se a ser pecador, sujo, feio, errado e vergonhoso diante da sociedade e de si mesmo. Mas permite-se sentir raiva do outro ao perceber que está sendo invejado.

Existem pessoas que são alvo de inveja constantemente. Isso significa que essa pessoa também carrega as energias que atraem o invejoso. Quem sente inveja, por várias questões diante de sua constituição como ser no mundo, apresenta uma autoestima baixa e quem é vítima se harmoniza com isso por estar na mesma frequência do invejoso, precisando prestar atenção no que sente e fortalecer o amor próprio.

Tem gente que cria invejosos que o perseguem, simplesmente por não admitir que é ele mesmo que não está em paz com o ser-que-realmente-é, não conseguindo reconhecer o vazio existencial que tomou conta de sua vida. E, assim também é com a pessoa que nunca está satisfeita com o que tem. Quando se está com uma vibração positiva e um contentamento frequente, segura de si mesma, a inveja alheia não afeta e não se manifesta no convívio com parceiros.

A inveja pode ser caracterizada como um sentimento de insegurança, menos valia, sentimento de incapacidade, inferioridade e também como sensação de injustiça constante, não reconhecimento e falta de sorte. Esses sentimentos caracterizam a baixa autoestima e essa vem proveniente de diversas situações, necessitando de uma avaliação do ambiente afetivo em que esta pessoa foi constituída.

Existe uma característica que é muito eminente na inveja, bem nítida nesta frase: “As pessoas se comparam quando se equiparam”.

Quando as pessoas são parecidas, na mesma idade, profissão, ambiente, são mais propensas a comparação e à criação de crenças que as limitam a viver em função desse sentimento. Por exemplo: é mais fácil sentir-se incomodada com a beleza da colega do que com a beleza de uma modelo famosa. A modelo famosa pode lhe inspirar a um padrão de beleza, enquanto a colega pode lhe instigar a um sentimento de inferioridade, no caso de ser uma pessoa que permite o sentimento de inveja.

Acredito não haver o que chamam de inveja construtiva e inveja destrutiva. Inveja é sempre um sentimento que leva você a se comparar: como você é menos ou não tem o que a outra pessoa possui, sempre faltará algo e sempre existirá um sentimento de vazio que precisa ser preenchido. Geralmente a pessoa busca uma coisa externa para esse preenchimento. Está vibrando no sentimento de escassez.

Quando algo ou alguém te motiva a melhorar e você se inspira a atingir o que ele já conseguiu, isto é admiração e inspiração, e não inveja construtiva. Fazemos isso o tempo todo e é muito saudável, pois usamos modelos a seguir para evoluirmos. É um caminhar, ir em frente positivamente. Já a inveja, é um estacionar e ficar no mesmo lugar sempre. Geralmente reclamando!

Mas existe solução para isso. Em primeiro lugar é preciso reconhecer e aceitar esse sentimento, afinal, já existiram algumas almas raras neste mundo que não tiveram esse sentimento, mas isso não se aplica a nós, que somos pessoas importantes também, porém, precisamos fazer alguns reparos e limpar um pouco das melecas que fizemos nesta existência. Então, é hora de pedir ajuda, deixar a inércia e o sentimento de vítima de lado e buscar o conhecimento sobre si, sobre o outro e sobre tudo que o cerca.

Todos os dias olhe para si e perceba que só você mesmo tem poder sobre sua vida. Ninguém mais tem este poder, a não ser que você queira. Empodere-se de suas emoções e se comprometa a ser uma versão melhor de você a cada dia. Hoje sou melhor que ontem e assim todos os dias. “A cada dia eu confio em mim e não aceitarei mais viver de dramas”.

Tenha gratidão por tudo o que você já tem, e almeje muito mais por aquilo que você já é capaz de fazer. Tenha responsabilidade pelas suas atitudes, pensamentos e sentimentos. Aprecie todas as suas pequenas mudanças interiores e ame esta pessoa satisfeita e preenchida que você está se tornando.

A inveja não aparece em uma pessoa satisfeita e realizada, porque a inveja é uma prisão da alma. Declare que você merece o melhor e sinta isso como verdadeiro, porque já é. Traga a liberdade, sinta-se livre. Você pode e  merece!

About The Author

Tina Muniz

Psicóloga, terapeuta holística há 25 anos com inúmeras formações em terapias naturais e energéticas. Incansável estudiosa da Psiconeurociência, Cura Quântica, PNL, Hipnose e a Vida e Ensinamentos do Amado Mestre Jesus. Tem como foco principal o trabalho com Relacionamentos Afetivos, possibilitando o trabalho de questões físicas, mental, espiritual e emocional. O Trabalho de Tina Muniz visa o SER em sua completa singularidade. Para saber mais acesse: tinamuniz.com.br ou envie um e-mail para contato@tinamuniz.com.br