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Entenda porque seus problemas podem ter origem na sua infância

Se não vejo na criança, uma criança,
é porque alguém a violentou antes;
e o que vejo é o que sobrou de tudo o que lhe foi tirado
(Herbert de Souza – Betinho)
 

Em meu consultório atendo adultos vítimas de abusos na infância. Meu objetivo aqui é compartilhar o conhecimento que adquiri pela literatura e experiência de mais de 20 anos de atendimento, sobre a criança ferida e suas consequências na vida adulta.

Muitas pessoas sofrem com conflitos e sintomas físicos e/ou emocionais e sequer imaginam que suas dores atuais podem ter origem nos abusos sofridos durante a infância e/ou adolescência.

Isso ocorre porque nos acostumamos tanto com os maus-tratos sofridos, que acabamos por considerá-los “normais”. Como não tivemos quem validasse a nossa dor, sentimos como se elas não fossem importantes, e assim, reprimimos e silenciamos desde muito cedo nosso sofrimento, perpetuando-o.

Muitas vezes, por falta de informação, não reconhecemos nossas dores atuais como consequências do que vivenciamos em nosso passado.

Para identificarmos a origem do que sentimos hoje é preciso perceber a importância em realizar o processo de autoconhecimento, que se obtém com a análise ou psicoterapia e assim, elaborar todas as dores que ainda se fazem presentes, sejam físicas e/ou emocionais.

Não atendo crianças, mas oriento pais sobre a educação emocional de seus filhos, e para que os que ainda pretendem ter filhos, saibam da importância de serem pais conscientes, para que não repitam em seus futuros filhos os abusos sofridos pela repetição de padrão.

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O abuso infantil, ou maltrato infantil, é o abuso físico, psicológico e/ou  sexual em uma criança, por parte de seus pais ou responsáveis.

Você sabia que em alguns estados a violência doméstica que afeta o feto é considerada abuso infantil?

Os motivos do abuso infantil são vários, entre eles, a própria ignorância do que é o abuso infantil. A superproteção também é uma forma de abuso infantil e não considerada como tal pelos pais.

Todos os tipos de abuso infantil podem resultar em traumas psicológicos.

O abuso infantil ocorre quando “um sujeito em condições de superioridade (idade, força, posição social ou econômica, inteligência, autoridade) comete um ato ou omissão capaz de causar dano físico, psicológico ou sexual, contrariamente à vontade da vítima, ou por consentimento obtido a partir de indução ou sedução enganosa”.

Omissão por parte de um dos pais: O que o mais sensato dos dois genitores estava fazendo quando a criança mais precisava de sua proteção?

Fala de uma criança: “não sei onde minha mãe estava enquanto meu pai me batia, mas sei exatamente que ela não me defendeu, nem com palavras, nem com ações”.

Quando crianças, aprendemos a reprimir e negar sentimentos. Muitos aprenderam que as humilhações e surras foram para o próprio bem e não provocaram dores. E com isso aprende-se também a utilizar no futuro, a mesma violência contra os outros ou contra si mesmo.

Como você se trata?

A maneira como nos cuidamos quando adultos, muitas vezes
reflete a maneira como fomos
cuidados quando crianças
 
 O casos mais graves de abuso infantil podem resultar na morte da criança. É possível que os sobreviventes do abuso ainda sofram emocionalmente. As crianças que foram abusadas, muitas vezes têm dificuldade em estabelecer e manter relações ao longo das suas vidas, com mais propensão a sofrer de baixa autoestima, depressão, pensamentos suicidas ou outros problemas de saúde.

O que fazer?

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Tornar consciente os seus sentimentos e confrontá-los com os conhecimentos atuais. É importante aceitar que grande parte do que disseram que era cuidado paterno ou materno era, na verdade, abuso. É preciso abandonar as expectativas e ilusões, ou seja, a idealização da infância, para aceitar os fatos da realidade passada.

Quanto mais você era agredido, mais idealizava seus pais ou cuidadores, acreditando ser o único responsável pelo abuso que sofria. Essa idealização deve ser destruída.

Devemos perceber que éramos cegos porque tínhamos que nos proteger das dores, enquanto não tínhamos uma testemunha que pudesse nos ouvir com empatia.

O adulto não é mais impotente, e pode oferecer para a criança proteção e ouvido atentos, para que ela possa se expressar a seu modo e contar a sua história. Portanto, se você sofreu algum tipo de abuso, não tenha vergonha de procurar quem o ajude a entender sua história e encontrar sua verdade. Busque ajuda profissional, pois é muito difícil suportar sozinho traumas reprimidos.

O processo de cura começa quando o adulto, que foi vítima de abuso na infância, resolve romper com o silêncio do sofrimento e as reações como medo, raiva, desespero, tristeza, dor, que foram reprimidas no passado, podem ser expressas a alguém que o ouça sem julgamentos, com o desejo sincero de ajudar a superar tanta dor.

Por isso é importante que no processo psicoterapêutico a pessoa atendida tenha certeza que o profissional irá aceitá-la e não julgá-la, para que assim possa expressar seus sentimentos, queixas e vivenciar sua raiva, decepção, tristeza e dor.

Se você sofreu algum tipo de abuso na infância e/ou adolescência busque ajuda psicológica para desenvolver estruturas para suportar e elaborar todas as dores,  pois elas dificilmente serão esquecidas.

As consequências dos maus-tratos podem refletir em todas as áreas da vida, mas podem ser amenizadas com as ferramentas proporcionadas pelo processo de autoconhecimento.

A mudança acontece quando você não precisa mais enfrentar sozinho seus traumas, pois sabe que encontrou alguém que vai ajudá-lo a viver toda a sua verdade.

 

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About The Author

Rosemeire Zago

Rosemeire Zago - CRP 06/36.933-0 - é Psicóloga clínica, Analista Junguiana, com especialização em Psicossomática e Hipnoterapeuta. Experiência no processo de reencontrar e acolher a criança que foi vítima de Abuso físico, psicológico e/ou sexual, Complexo de Inferioridade, Rejeição, Abandono, Negligência física e afetiva. Para saber mais acesse: rosemeirezago.com.br ou envie um e-mail para: r.zago@uol.com.br