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Brincar é coisa séria

Foi-se o tempo em que brincadeira de criança era sinônimo de coisa de pouco valor.

Sabe-se atualmente que brincar é um importante instrumento para o desenvolvimento global da criança, incluindo sua autoestima. Ela apreende o mundo interno e externo através das brincadeiras. Se descobre e descobre o outro. Exercita papéis, libera angústias, enfrenta medos, testa seus limites. Elabora sua subjetividade, se expressa, exercita sua imaginação e criatividade, resolve conflitos e se sociabiliza.

Brincar é inato e espontâneo: desde a vida intra-uterina o feto brinca reagindo àss carícias da mãe; posteriormente, o bebê brinca com seu corpo e vai desenvolvendo a percepção de si e do outro, criando e estreitando laços.

Como cada fase corresponde a necessidades diferentes, e oferecer os estímulos apropriados aos filhos é valioso, tanto para estimular seu desenvolvimento saudável, como para aproximar pais e filhos, seguem algumas dicas, conforme a faixa etária:

0 a 2 anos: nesta fase a criança está estritamente ligada ao seu corpo, portanto, atividades ligadas à percepção, como: olhar, tocar e sentir os mais variados objetos e gostos e as ligadas ao movimento ( coordenação motora) são as mais apropriadas.

Atividades: massinha caseiras, dedoches e fantoches, canções, mímicas com bonecos, pequenas histórias, livros coloridos. Sentar no chão e estar disponível para brincar com o bebê , exagerando nos movimentos corporais, passear ao ar livre e mostrar sons, cores e apresentar o mundo para a criança. Estimular o contato com a natureza, pois variedade de plantas, cores e cheiros desperta a sensibilidade na criança ( desenvolvendo o gosto estético); brincar na areia, na terra e com água.

3 a 6 anos: passa a se interessar pela criação e pelo faz de conta. É hora de exercitar muito a imaginação!

Atividades: Ler histórias, inventar peças, ir a museus, ao cinema e ao teatro ( interativo de preferência). Pode-se incluir os filhos nas atividades diárias de forma lúdica, como cozinhar juntos! Brincar ao ar livre, ter contato com animais ( fazendinhas, etc), fazer piqueniques, participar de espaços de convivência como oficinas de arte, músicas e brincadeiras de roda, vestir fantasias, andar de bicicleta e jogos variados.

7 a 11 anos: é a fase de desenvolver e aprender estratégias, respeitar adversários, compreender regras e aceitar o desfecho do jogo.

Atividades: praticar um esporte com o filho, participar de atividades que despertem interesses em comum, viajar para culturas diferentes, oferecer instrumentos e jogos que os desafiem.

12 a 16 anos: o início da adolescência é uma fase em que os embates entre pais e filhos são comuns, pois é um período de descobertas sobre si mesmo. Nesta fase, a família e a casa já não são mais as principais referências, passando a se identificar com grupos. A dica é se interessar pelas suas atividades, dando liberdade para a individualidade do filho.

Atividades: aulas de interesses diversos, viagens, passeios, andar de bicicleta, assistir filmes, planejar o recebimento dos amigos, ler livros em comum.

 

Boa diversão!

 

About The Author

Cristiane Richter

Psicóloga Clínica com pós-graduação em Arteterapia, Psicopedagogia, Brinquedoteca, Pedagogia Simbólica, Contos de Fada e Mitologia Grega. Especializou-se pela PUC - SP em Psicologia Junguiana com a monografia "O resgate da boneca de pano: tecendo o imaginário infantil". É idealizadora da marca de bonecos de panos artesanais DIKÉ Craft Art.