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Bonecos de Pano: por uma sociedade menos estereotipada

Desde os primeiros anos de vida, as crianças aprendem a brincar com vários brinquedos, e os principais, para as meninas, são as bonecas, que em sua grande maioria seguem um padrão de beleza imposto pela sociedade: loira, magra, alta, bonita, olhos claros. Desde cedo a criança aprende que precisa ser assim para ser aceita e a partir daí passa a ter como referência esses modelos, que na verdade são uma forma de manipulação da infância e controle social.

Para mudar esse cenário e ensinar às crianças que ser diferente é comum, a psicóloga Cristiane Richter, em conjunto com sua mãe, Dulce Porto, decidiram criar o Turminha Especial, um projeto educativo que tem o objetivo de, por meio de bonecos de pano, mostrar às crianças que a humanidade é repleta de diversidades e que ela é muito bonita desse jeito. “A maioria das bonecas que são comercializadas são magras, bonitas, loiras; a humanidade é muito mais do que isso. Esses padrões sociais estão sendo enrustidos nas crianças e isso interfere na construção da autoestima”, explica Cristiane.

Mãe e filha uniram a psicologia com as bonecas de pano, que ajudam tanto nessa fase de desenvolvimento da autoestima, aumentando as chances da criança se identificar com uma boneca que foge de estereótipos, quanto depois ao longo do desenvolvimento dela, para que possa encontrar espaços nos quais possa ser ela mesma e desenvolver seu potencial.

De acordo com a psicóloga, a proposta da Turminha Especial é propiciar essa diversidade para as crianças e levar isso para as escolas.  “Elas precisam sentir-se inseridas na sociedade através dos bonecos e também inserir o outro. Se a criança brincar desde cedo com essa diversidade, ela passará a aproximá-la da sua realidade, pois a brincadeira da criança é um treino para o mundo real”, complementa.

O projeto Turminha Especial é uma dica para as mamães e também para quem não tem filhos. Segundo Cristiane, pode ser uma oportunidade de olharmos para nossa criança interna. “Os bonecos ajudam a cuidar da nossa criança interior que pode ter sido rejeitada por uma questão física, emocional, classe social, religião, etnia etc, por uma inadequação da própria sociedade de querer colocar tudo numa regra absoluta”, finaliza a psicóloga.

Esse assunto será abordado no SINAEM pela psicologa Cristiane Richter, na palestra “Mitos e Verdades sobre Autoestima: saiba como cultivá-la na infância e na vida adulta”. Você não pode perder!

 

Te vejo lá!

About The Author

Karina Flôr

Idealizadora do projeto SINAEM, bancária, formada em jornalismo. Aprendeu a dizer "Não" e hoje é apaixonada por sua criança interior.